Verdades e mentiras
Toda brincadeira tem um fundo de verdade,
E toda verdade contém em si sua mentira.
A convicção possui a ilusão da certeza,
E a certeza carrega a pretensão da perfeição.
Nada mais natural que o engano,
Ser humano sofismático e perplexo,
Observa no céu estrelado
Tanto a imensidão do Universo,
Como a pequenez de seu Eu.
Qual seria a verdade então?
A que santa imagem adorar?
Em que língua rezar?
Quantos pecados confessar
E crimes absolver?
Indignado e confuso,
O Zé ninguém
Prefere o conforto
Da relaxada mente preguiçosa.
No fundo, sou um monstro
A manipular os dóceis
E fracos de espírito
Minha vilania consiste em sagacidade,
Meu lado obscuro carrega o chicote
Mal posso esperar para atacar,
Com a crueldade e sutileza de minhas palavras.
Sob minha capa de veracidade
Esconde-se o ídolo do sofismo.
Que mistério sustenta,
Esta farisaica consciência?
As minhas doces mentiras
Penetram como sinfonia em seus ouvidos
Porém, a minha verdade é reservada
E não se insinua a vulgar estímulo.
A minha palavra se reveste de ironia
E minha genialidade chega a ofender
Mas assim como todo mundo,
Eu também sou vítima de minhas mentiras.
sábado, 26 de setembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário